terça-feira, 26 de abril de 2016

Entrevista concedida por mim pra o site da UOL (portal Disney Babble)

COMPORTAMENTO Filho que dá chilique no meio da rua: um drama real A birra tira do sério até mães e pais mais controlados, ainda mais se acontecer em locais públicos. Quer aprender a evitá-la? Filho que dá chilique no meio da rua: um drama real Em um almoço de domingo, Juliana Ali passou pelo que considera a pior birra já feita por seu filho Téo, que atualmente tem 7 anos. “Foi na casa da minha sogra, por causa de uma coisa bem boba, provavelmente porque não queria comer. Ele gritou, esperneou e a família toda tentou consertar a situação, o que só piorou tudo”, conta a jornalista e blogueira. Juliana precisou tirar o filho do ambiente. “Fomos dar uma volta de carro e eu disse que a gente só voltaria quando ele parasse com o chilique. Deu certo”, relembra. Locais públicos são alvos certos para as birras infantis por terem muitos atrativos, o que instiga a vontade da criança de explorar o ambiente e fazer suas exigências. É o que explica a psicóloga infantil Luciane Coelho dos Santos. “No entanto, ela ainda não consegue lidar com a não realização de um desejo seu, ou a vontade enorme de conseguir o que lhe dará prazer”, observa. Nancy Minervini entende bem disso. “A Stella sabe bem o que quer e se descontrola sempre que é contrariada”, conta a dona de casa, mãe da menina de 2 anos, que afirma “pisar em ovos” com ela. “Quando o escândalo é em casa, eu deixo chorar e logo ela se cansa. Mas, na rua, fica um pouco mais complicado. Tenho comigo sempre a mantinha dela, que funciona como um porto seguro (o famoso objeto transicional), e algo que ela goste de comer, para tentar acalmar os ânimos”, revela. Dependendo da ocasião, assim como fez Juliana, Nancy encerra o passeio. “Quando a Stella percebe que a diversão vai acabar, o choro diminui. Aí, eu sento com ela em um cantinho e converso. Acho que ela fica um pouco envergonhada”, conta. Essa, aliás, é uma das orientações da especialista Luciane Coelho dos Santos. “Por mais incômodo e frustrante que seja para todos, caso a criança não se acalme, desista do passeio. É a melhor forma de educar e seu filho possivelmente vai pensar antes de fazer birra novamente durante um programa”, afirma a psicóloga. Os terríveis 2 anos Stella e Téo protagonizaram as suas piores histórias de birra aos 2 anos. Será coincidência? Segundo Luciane, não se pode dizer que existam períodos mais ou menos problemáticos na vida de uma criança. Cada fase tem suas peculiaridades e a birra, muitas vezes, é um pedido de socorro, para que o adulto ajude a criança a entender o mundo. Porém, a psicóloga comenta: “Por volta dos 2 ou 3 anos, a criança passa por uma ampliação de competências e percepções. Tudo isso a faz ser mais exigente e a ter um entendimento melhor de suas vontades. E isso é um prato cheio para o descontrole”. É sempre importante lembrar que a birra faz parte do processo de desenvolvimento da criança. Cabe aos pais saberem lidar com a situação de maneira saudável. Dá para evitar a birra? Claro que dá! “Nunca subestime uma criança. A birra pode ser uma forma de testar os pais e entender até onde ela pode chegar”, comenta Luciane. O controle da situação precisa ser dos adultos e não dos filhos. Algumas dicas podem minimizar momentos de estresse como esse: Tente evitar ataques de birra conversando com a criança antes de sair de casa. Já deixe combinado o que será ou não permitido durante o passeio. O autocontrole é a maior arma contra a birra. Não se desestabilize, grite ou bata na criança na hora da crise. No caso de crianças bem pequenas, na hora da birra, mude o foco dela. Tente afastá-la do local do descontrole e mostre outros atrativos. Para as crianças maiores, mantenha a calma. Olhe nos olhos do seu filho e diga que essa não é a melhor maneira de conseguir as coisas. Não entre no jogo. Caso a criança não se acalme, desista do passeio, por mais frustrante que seja. Ela precisa sentir a perda. Quando as coisas se acalmarem, finalize a bronca com carinho, beijo e abraço. As crianças precisam se sentir seguras ao lado dos pais. Ao chegar em casa converse sobre o que aconteceu. Nunca deixe passar a oportunidade de educar. Não se importe com os olhares alheios. Todos os pais passam por momentos como esses. Você não está errando em seu papel de mãe ou pai e, com certeza, faz o melhor que pode para educar seus filhos. Em caso de cansaço físico e emocional, compartilhe suas dúvidas e dores com outras amigas mães. Você vai descobri que não está só. Como foi dito, a birra é um processo evolutivo. Entretanto, caso o comportamento se potencialize com o passar do tempo, é hora de entender o que está errado na dinâmica familiar e procurar ajuda especializada. (Foto: Getty Images) comportamento, filho, birra, chilique, choro, rua, o que fazer, criança NOTAS RELACIONADAS

sábado, 16 de janeiro de 2016

Timidez Superada

Sem patologias associadas , a timidez pode estar relacionada á personalidade ou a alguma vivencia anterior ou atual que iniba a comunicação. Nessa fase a criança está num mundo mágico e toda a atividade lúdica, como contar história e brincar, estimulam o contato dentro ou fora da escola com outras pessoas. Cuidado com a Superproteção, pois ela inibe a autonomia. Estimular que seu filho fale, quando estiver em algum lugar, como pedir um suco ao garçom no restaurante, ou conversar com um vendedor de uma loja de brinquedos por exemplo, conduz a socialização com outras pessoas. Comentários pejorativos, que inferiorizam e expõem a criança por uma atitude negativa, irão afetá-la ainda mais. a aprovação por suas conquistas, é a melhor saída e aumenta a autoestima, mostrando que o adulto confia nela e valoriza sua opinião. Tereza Uras, médica do centro de especialidades Pediátricas do Hospital Samaritano, em São Paulo.

deixamos de atender a APEOESP

terça-feira, 21 de abril de 2015

E quando o problema é dos pais?

E QUANDO O PROBLEMA É COM OS PAIS? Sensíveis ao que as rodeia, as crianças podem apontar os problemas, mas não ser a fonte. Ou seja: pode não estar acontecendo nada com o filho, mas é ele quem vai revelar a dificuldade da família. E não apenas estamos falando de casais em conflito – chegando à separação ou não –, perda de emprego de um dos pais, ou outro fator traumático no dia a dia, em que os adultos estejam “pedindo socorro”. Mas também de casos em que a questão seja a exagerada expectativa dos pais e a comparação desmedida com outras crianças. Segundo os especialistas, chegam ao consultório os mais diversos casos. “Desde separações em litígio, ou alguém deprimido, até pais muito invasivos, que exigem demais da criança e do desenvolvimento dela”, explica a psicanalista Gina Levozin. Muitas vezes os pais procuram o especialista, mas apenas uma conversa já resolve, até com o encaminhamento deles a uma terapia em separado. “A orientação pode ser suficiente. Informação correta acalma ansiedades”, diz a psicóloga Ceres de Araújo. Matéria retirada da revista crescer.

Seu filho Precisa de Terapia?

Seu filho precisa de terapia? Um comportamento diferente ou uma dificuldade inesperada de seu filho, um acontecimento traumático, uma reação surpreendente: o que pensar e qual atitude tomar na hora em que bate a dúvida de procurar um psicólogo. Saiba aqui que tipo de situação, quais especialistas você vai encontrar e por que não há razão para ter preconceito ou se sentir fracassado Quando planejamos ou temos um filho, a felicidade e a responsabilidade são tão grandes que muitas vezes nos parece uma missão impossível. Mesmo que a jornada já tenha começado. Diante de um conflito – de não conseguir que a criança saia da frente da TV até como fazê-la entender que seus pais não vão mais morar juntos –, é legítimo achar que a força de ser mãe ou ser pai vai desmoronar. Mas também legítimo é entender que pode precisar de ajuda. De alguém da família, de um educador da escola, de um amigo ou, sim, de um terapeuta. Mas quem é esse profissional? Como entender esses vários “psis” disponíveis? Psicólogo, psicanalista, psicopedagogo e psiquiatra são alguns dos especialistas apoiadores dos pais, desde um caso de transtorno comportamental diagnosticado a uma dificuldade pontual emocional. Ah, mas antigamente não precisávamos deles, alguém pode dizer. Verdade, sabe por quê? Antes sabíamos menos sobre o que se passa na infância. “O preconceito contra esse tipo de atuação profissional está diminuindo porque temos informações melhores”, diz o pediatra Eduardo Juan Troster, coordenador da UTI Neonatal do Hospital Albert Einstein (SP). “As questões da saúde evoluíram tanto que é praticamente impossível só um profissional dar conta de um ser humano do ponto de vista clínico, orgânico, mental, emocional”, diz a psicóloga Rita Calegari, do Hospital São Camilo (SP). Claro que não é fácil enxergar um problema no filho. Para ninguém. Qual pai ou mãe não luta todos os dias para que ele seja feliz? “Os pais têm sempre um filho imaginado, e, às vezes, não conseguem aceitar o filho real, assumir para si mesmo que ele é diferente do esperado. É difícil não se culpar, não se decepcionar ou até sentir um certo ciúme de que outra pessoa vai ajudá-lo e não você”, diz Gina Khafif Levinzon, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise. Outra dificuldade pode ser a de não querer acreditar que o filho, de fato, tem algum problema e sempre buscar uma justificativa para o comportamento dele. Aceitar a realidade não quer dizer que você falhou. Mas quando procurar ajuda? Há dois sinais mais fortes. “Primeiro, se a criança ou adolescente tem um problema acadêmico. Não uma nota baixa, mas quando realmente se percebe que não está aprendendo. Segundo, se tem algum prejuízo de relacionamento social. Se exclui ou é excluído, é impulsivo demais, fica isolado no recreio, não tem amigos. Com a criança sofrendo, investigue”, diz o psiquiatra Gustavo Teixeira, autor dos livros Manual Antibullying e Desatentos e Hiperativos (ambos da Ed. BestSeller). S Juntos pela criança Parceria e foco são fundamentais. “Não adianta ter uma série de intervenções se os pais possuem uma conduta inapropriada. Indiretamente, eles quase que passam por um processo terapêutico também”, diz o psiquiatra Paulo Germano Marmorato, coordenador do Ambulatório de Socialização, do Serviço de Psiquiatria da Infância e do Adolescente do Hospital das Clínicas (SP). “Muitos temem que a criança fique dependente da terapia. Mas, na verdade, o objetivo é justamente fazer com que ela caminhe sozinha”, afirma Gina Levinzon. Por isso, para Marmorato, os pais precisam saber o que está acontecendo com a criança o tempo todo. “Para entenderem que tipo de proposta o profissional oferece. É um ‘o que vamos fazer para que seu filho consiga lidar melhor com o que está acontecendo’”, afirma ele, que também é psicoterapeuta. “O profissional verá primeiro os pais, perguntará sobre a concepção e o parto, os primeiros anos de vida, se teve doenças, como é a questão da alimentação, sono etc., e qual a queixa. Só depois a criança entra e, se necessário, começam as sessões”, explica Rita Calegari. Nelas, a criança vai ser submetida a testes específicos, mas ela achará que está brincando. “A gente avalia tudo, pensa nos encaminhamentos, que podem ser desde a terapia, uma consulta a um neurologista ou até fazer uma atividade física”, diz a especialista. As alterações de comportamento da criança são mais facilmente percebidas na escola. “O diagnóstico de um problema é frequentemente feito pela professora, que tem contato quase todos os dias do ano com a criança”, afirma Troster. Paciência e foco Se o diagnóstico exige habilidade do profissional, o tratamento pede paciência. É bem diferente de identificar um sintoma, levar ao médico, fazer o exame no laboratório, tomar o remédio e aguardar a cura. O tempo do tratamento varia conforme o caso e o método. Paciência, rede de assistência e informação são os ingredientes principais, não só na hora de optar por levar a criança ao terapeuta, mas para lidar com ela todos os dias. “Criança não vem com manual, todos erram e podem corrigir seus erros”, diz a psicóloga Ceres de Araújo, professora da PUC-SP. “A ideia é ajudar os pais a desenvolverem melhor a capacidade de ser pais daquela criança”, diz a psicanalista Gina Levozin Para cada caso, uma ação Os sintomas e diagnósticos variam. Fundamental é o primeiro profissional a atender a criança – seja o pediatra, psiquiatra, psicólogo ou psicanalista – fazer o encaminhamento necessário. Essa material foi retirada da revista crescer. Por Cristiane Rogério.

Indicação de leitura

Bom dia leitores do meu blog! Hoje quero indicar á vocês uma leitura muito interessante que eu estou fazendo e sugiro que todos á façam, pois abrirá caminhos antes não conhecidos. "Você pode curar sua vida" - Louise L. Hay - Editora Best Seller. Façam terapia, esse é o melhor caminho para que se atinja a plenitude. Até mais!

domingo, 14 de dezembro de 2014

Pré-adolescência

Seu filho não quer mais brincar? Entenda a pré-adolescência Daniela Venerando Do UOL, em São Paulo Não adianta insistir para que a criança brinque, mas também não deixe que ela antecipe vivências O fim das brincadeiras de criança vem acompanhado de muitas mudanças tanto para os filhos quanto para os pais. A menina deixa de lado seus brinquedos e quer começar a usar batom e a pintar as unhas. O menino, antes tão carinhoso, não quer mais ser beijado na porta da escola. Nessa fase, eles ainda não são adolescentes, ou seja não chegaram ao clímax da puberdade, quando a menina tem a menarca (a primeira menstruação) e o menino, a polução noturna (ejaculação involuntária que ocorre durante o sono). Estão passando pelo processo fisiológico de mudança hormonal e com ele vêm as alterações de comportamento. "Estão em transição de uma fase para a outra, mas ainda são muito infantis. Depois da puberdade, as mudanças se intensificam", afirma o psicólogo Antonio Carlos Amador Pereira, autor do livro "O Adolescente em Desenvolvimento" (Editora Harbra). O período é chamado de pré-adolescência e costuma ocorrer entre os oito e os 12 anos. Normalmente, a transformação acontece antes para as meninas por causa das modificações no corpo. Muitas, aos nove, começam a apresentar desenvolvimento das mamas. Nos meninos, o processo é mais lento e ocorre, em média, entre dez e 12 anos. Diante da mudança, o susto dos pais é grande e alguns tentam refrear o processo e estimular as brincadeiras de criança. Em vão. "Não adianta ficar insistindo para brincar. É também comum existir uma flutuação. A criança pode ter uma recaída e recuperar a boneca em alguns momentos. O importante é deixá-la fazer essa seleção espontaneamente", declara a educadora Tania Zaguri, autora de "Encurtando a Adolescência" (editora Record). Amador Pereira diz que os pais não costumam passar imunes por essa fase. "Todos estranham, uns mais, outros menos. É como se fosse elaborar a dor da perda. Afinal, percebem que o filho cresceu e, ao mesmo tempo, que eles próprios estão ficando mais velhos." Para os jovens, a situação também não é nada fácil. Ficam confusos, sem saber como lidar com esses novos desafios. Por isso, podem ter rompantes estranhos ou ficar introspectivos. Influência de todos os lados A mudança de interesses, precoce ou não, tem uma relação direta com o grupo ao qual a criança pertence. Os amigos são extremamente influentes nesse processo. Um colega mais avançado nas atitudes vai despertar o interesse nos demais. O comportamento excessivamente liberal de alguns pais também colabora para a antecipação dessa fase. Muitos adultos, sem perceber, acabam deixando o filho cair no exagero. Aceitam a pressão de crianças de quatro anos para usarem sandálias com pequenos saltos ou permitem que, aos dez, frequentem matinês ou passeiem em shoppings sozinhas. "Deve-se usar a autoridade de pai ou mãe e não permitir situações em que os filhos não conseguirão arcar com as consequências de seus atos. Não dá para deixar um jovem de dez anos em uma festa sem adultos", afirma Tânia. Nesses momentos é preciso muita conversa. Quer se maquiar? Não adianta proibir, mas tem de explicar que vai chegar a hora disso acontecer. Uma coisa é a menina de sete anos brincar de se maquiar, outra é viver maquiada. "O importante é buscar o equilíbrio", fala o psicólogo Antonio Carlos Pereira. É cedo falar de sexo? "O ideal é que a conversa sobre sexo aconteça após a puberdade ", diz Miguel Perosa, professor da Faculdade de Psicologia da PUC de São Paulo. Ou seja, se a menstruação veio precocemente, o assunto deve ser abordado, mas sem exageros. Não é preciso dar uma aula de anatomia sexual. No momento, a intenção é apenas evitar que jovens sem maturidade arquem com as consequências de uma gravidez precoce. Alguns pais têm receio de falar sobre o assunto e acabam estimulando ou acelerando a vida sexual do filho. "Há vários mitos sobre a gravidez e até hoje existem jovens que acreditam que não se engravida na primeira transa. Informação é essencial. Sempre que se fala de sexualidade tem de mencionar as responsabilidades. Ou seja abordar prevenção e doenças sexualmente transmissíveis, mas sem terrorismo ", diz Tânia.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O SEXO DOS FILHOS INFLUENCIA NA EDUCAÇÃO

O sexo dos filhos influencia na educação? Meninos são agitados e adoram futebol; meninas são delicadas e só querem saber de princesas. Mas até que ponto as crianças devem ser criadas somente pela sombra dos estereótipos? E o que elas têm a ganhar quando os pais se preocupam em diversificar? Pense no seu filho desde o primeiro segundo que o viu. Ou, melhor: lembre-se dos chutes que ele dava ainda dentro da sua barriga e conte-nos se não ouviu um “ah, vai ser artilheiro” ou “uma menina chutando? Vai virar bailarina”. E por que nunca a brincadeira acontece ao contrário? Basta ter o resultado positivo para você ou um parente dizer: “Não vejo a hora de saber o sexo para ter certeza do que comprar!”. O “ser menina” e “ser menino” começa já na gravidez, junto com a escolha da cor do quarto, dos tipos de roupa e até mesmo dos primeiros brinquedos. Meninos e meninas são diferentes, sem dúvida. Mas não quer dizer que eles não possam sair dos estereótipos. Aliás, é bom que saiam, pois só assim terão realmente oportunidades iguais. E, por mais contraditório que pareça, para ter essa “igualdade” é preciso educar de forma diferente. Quer um exemplo? Recente estudo norte-americano apontou que as mães conversam mais sobre matemática com os meninos do que com as meninas. Uma explicação é que seria mais fácil falar com eles, que têm uma aptidão inata para o assunto. Mas é justamente a suposta dificuldade das meninas que exige um esforço a mais dos pais. Ou seja, deve-se falar mais sobre o tema com elas do que com eles. Mesmo tendo características distintas, meninos brincam de casinha e meninas de carrinho. Eles também choram e elas têm temperamento agressivo. E ambos podem ser estimulados nas tarefas domésticas. Eles vão ser criados de forma diferente, seja pela razão biológica, seja pelas regras sociais, porém, vão aprender muito a partir do momento que tiverem experiências parecidas. Você vestiria seu filho de rosa? Não é preciso ser um especialista no assunto para saber que as roupas nos revelam. E se não nos deixássemos identificar como homens e mulheres por meio delas? Essa ideia virou notícia depois que pais de vários cantos do mundo anunciaram que criavam os filhos fora dos padrões femininos ou masculinos. Um casal inglês, por exemplo, omitiu por cinco anos a identidade de seu filho mais novo, que usava roupas da irmã e do irmão. Tudo porque a criança estava prestes a entrar na escola e, claro, ficaria bem mais complicado deixá-la assim tão fora dos padrões. No Brasil, a pesquisadora e professora da USP, Clotilde Perez, também identificou um grupo de jovens de 18 a 24 anos que estudiosos vêm chamando de “menines”, fenômeno já visto em outras partes do mundo. Eles se vestem de maneira que as marcas da sexualidade fiquem imperceptíveis. “É uma postura ideológica. A menina não se veste de menino, mas ‘borra’ sua identidade, usando calça larga e outras coisas que ocultem as marcas da sexualidade segundo os estereótipos”, explica Clotilde, que passou um ano estudando o comportamento deles. Conversamos com especialistas, pais e mães que, como você, se perguntam: será que tudo o que estou fazendo é o certo? Por que o rosa e o azul? Em livro recém-lançado, historiadora norte-americana destrincha o porquê das cores na vestimenta de meninos e meninas A norte-americana Jo B. Paoletti, membro da Associate Professor of American Studies, da Universidade de Maryland, acumula 30 anos pesquisando e escrevendo sobre as roupas das crianças nos Estados Unidos e suas diferenças por causa dos gêneros. Mas o livro Pink and Blue - Telling the Boys From the Girls in America (Indiana University Press, algo como Rosa e Azul -­ Diferenciando Meninos de Meninas na América), lançado em janeiro, começou com a pergunta: quando passamos a vestir meninas de rosa e meninos de azul? CRESCER: De que maneira os estereótipos das roupas refletem no comportamento de meninos e meninas? Jo Paoletti: Se a roupa das crianças for idêntica, exceto pela cor, provavelmente não teria nenhum impacto. Há muitas diferenças subliminares. Sabemos de estudos nos anos 1970 que meninas que usavam calças e shorts eram mais ativas no parquinho, enquanto as que usavam vestidos tendiam a se sentar e falar ou assistir às outras brincarem. Já as roupas dos meninos são resistentes e de tecidos escuros, que lhes permitam brincar muito. O cabelo deles precisa de menos arrumação. As meninas aprendem que ser bonita é importante, tanto por causa do jeito que as vestimos, mas como reagimos, comentando sobre sua aparência. E os meninos aprendem a reprimir seu desejo de cor e enfeites, assim como não expressar algumas emoções. C.: Mas nós criamos e vestimos meninos e meninas diferente porque são mesmo diferentes, ou eles são diferentes porque os criamos e vestimos assim? J.P.: Penso que cada um é individualmente diferente e que mais importante do que confiná-los em classes seria respeitar e educá-los como indivíduos unicamente diferentes. Uma menina que prefere brincar quieta e adora cores suaves ficará mais confortável no estereótipo feminino, e um menino que é muito ativo e adora construir coisas ou brincar de carrinho se encaixará bem no conceito de masculinidade da cultura moderna. Mas a maioria das crianças não está nesses extremos, e não é raro para uma menina ou menino gostar de cozinha e construir, ou de arte e esportes. Há limites nesses rótulos. C.: A atriz Angelina Jolie por duas vezes chamou a atenção da mídia mostrando a filha vestida como um menino. Para você, as crianças podem navegar entre um e outro universo? J.P.: Estudos recentes indicam que a maioria das crianças que faz isso até 4 anos está apenas brincando de se fantasiar. As opções para se vestir atualmente dos EUA tornam a situação mais confusa para a criança, porque há pouquíssimas escolhas neutras. Elas têm dois estereótipos, e o que vão fazer se não se encaixam no que corresponde ao seu sexo biológico? (Digo isso como uma mulher que foi uma “tomboy”, que odiava usar vestidos e queria ser um cowboy quando crescesse. Na década de 1950, meninas e meninos podiam vestir as mesmas roupas de brincar, porque havia estilos mais neutros disponíveis.) Um pelo outro Dica número 1: não siga regras. “O ser humano é diverso. E o que é mais importante na hora de educar: dar só uma única forma de pensar ou opções para a criança escolher?”, diz o psicólogo Marcelo Labaki, pesquisador do Laboratório de Estudos da Família, Relação de Gênero e Sexualidade da USP. Se, criado próximo ou longe de meninas, seu menino quiser usar um tutu de bailarina no próximo sábado à tarde, apenas deixe que brinque. “Existe uma vigilância exagerada de que se menino brinca de princesa ele será homossexual e a criança está explorando e não fazendo escolhas de parceiro ou parceira. É duplamente preconceituoso, primeiro porque nessa idade pré-escolar as crianças não estão determinando objeto de desejo. E, segundo, porque é uma ideia homofóbica, pensando que um tipo de pessoa é melhor que outro”, diz a pedagoga Maria Cristina Cavaleiro, do Grupo de Estudos de Gênero, Educação e Cultura Sexual da USP. Tudo isso passava pela cabeça de Cheryl Kilodavis, uma norte-americana que ganhou fama após lançar My Princess Boy (Meu Menino Princesa), livro infantil inspirado no filho dela, Dyson, que adorava correr, subir em árvores e jogar bola, só que, de preferência, usando um vestido. Quando Dyson, aos 2 anos, manifestou a vontade, Cheryl encarou como um problema até que o filho mais velho dela, de apenas 5 anos, disse à mãe: “Por que você não o deixa ser feliz?”. “Não temos nenhum arrependimento. Se apoiamos Dyson hoje e mais tarde ele muda de ideia e para de se vestir como menina, ele pode olhar para o passado e dizer: ‘Não acredito que eu fiz isso um dia, mas que bom que meus pais e meu irmão me apoiaram e sempre me amaram’. Ou, se ele continuar a ser como é, poderá dizer: ‘Que bom que meus pais e meu irmão me apoiaram e me amaram desde pequeno, quando eu já gostava de me vestir como menina’,” disse Cheryl à CRESCER na época do lançamento, em 2011. No início deste ano os cinemas brasileiros receberam um filme que tem como tema um caso parecido, só que ao contrário: o francês Tomboy (ainda sem previsão de sair em DVD), da aclamada diretora Céline Sciamma. O nome vem de uma expressão usada para meninas que gostam de se vestir como meninos e, no enredo, Laure quer ser um deles, jogar bola como eles, ter seus trejeitos e até – por que não? – aceitar uma paixão pré-adolescente com uma garota. O filme trata tudo com tamanha sensibilidade que o espectador é capaz de se colocar no lugar da menina-menino e dos pais que até aceitam o seu jeito, mas se decepcionam quando descobrem que ela inventou para a turma do condomínio que seu nome era Mikael. No livro e no filme, um ponto em comum: o apoio dos pais. Os “menines” são objeto de estudo da pesquisadora Clotilde, mas, dentro de casa, ela também vive conflitos de gênero. Mãe de Mel, 7 anos, e Pedro, 6, ela conta que o menino é mais afetivo e a filha, no entanto, é mais pragmática. Um dia, disse à mãe: “Ah, eu sei que não sou uma lady”. “Ela já entendeu que existe um padrão. Mas não é tudo tão tranquilo para mim. Queria colocar brilhos nela, mas ela não curte!” Na família da dona de casa Flávia Muraca também acontecem muitas surpresas. Sua filha Catarina, 8 anos, está fora dos padrões. A vida dela não tem cor-de-rosa e nunca houve aulas de balé. Faz futebol e quer ser baterista quando crescer. No dia que era para ir com a roupa que quisesse na escola, decidiu usar o uniforme do Corinthians. “Ela não é agressiva, embora seja mais agitada que uma menina comum. Mas desde 1 ano e pouco, diz que não gosta de rosa. Aos 3, já brigava comigo por causa de roupa”, diz Flávia, que acredita que a filha, na verdade, trafega com tranquilidade nos universos feminino e masculino. O que a incomoda é fechar possibilidades. Pois ela já teve fantasia da princesa Bela, brinca de boneca, ama o Justin Bieber e no momento está de olho grande no batom de marca francesa da mãe. “Eu lido bem e a escola também. Gostam da irreverência dela. Em uma festa à fantasia, ela quis ir de cotonete e bolamos uma roupa juntas que a fez ganhar o segundo lugar em criatividade!” Por mais que Flávia lide bem com o assunto, vez ou outra a família questiona a conduta inesperada de Catarina, e isso não é um problema para ela. Muitas vezes é preciso vencer também as expectativas dos que estão em volta. O que a convivência ensina Como, na maioria das vezes, as crianças são estimuladas conforme a questão dos gêneros, há muito o que meninos e meninas possam aprender um com outro De menina para menino • demonstrar amor com pequenos carinhos, beijinhos e abraços torna a criança mais confiante brincar com coisas delicadas exerce a coordenação motora fina chorar faz bem e não é preciso mostrar o tempo todo que somos infalíveis brincar de boneca e casinha é uma ótima maneira de aprender a cuidar de alguém quando adultos ter capricho e cuidar da aparência ajuda na autoestima e é até um estímulo à criatividade De menino para menina lutar pelo que quer será um grande aprendizado tanto na infância quanto pela vida toda correr, pular e explorar territórios estimula a percepção espacial e a prepara para desafios brincar com jogos de estratégia estimula a capacidade de raciocínio e a busca de alternativas usar ferramentas mais pesadas treina o corpo para suportar pesos a paixão pela ciência e pela matemática pode abrir novos caminhos para a curiosidade e para a vida Brincar do que quiser Se seu filho ou filha perguntasse a você do que pode brincar, sua resposta seria diferente conforme o sexo deles? Fizemos essa pergunta a cerca de 20 pais e mães. A maioria afirmou que os filhos já tiveram oportunidade de vencer os rótulos, sim, embora simplesmente se sintam atraídos pelas bonecas e panelinhas, ou carros e bolas. Como tem um casal, para a designer Luciana Fernandes da Silva, mãe de Maia, 6 anos, e Bernardo, 2, é fácil a exploração ultrapassar os padrões. “O Bernardo e a Maia brincam juntos bastante, inclusive de casinha”, conta. Mas a inocência do garoto resultou em uma situação inusitada: em um dia de levar brinquedo na escola, Bernardo escolheu uma boneca. “Ela está perdida até hoje, provavelmente a professora mandou para a casa de alguma menina”, diz. Esse dilema faz parte também do processo de criação e desenvolvimento de brinquedos, como contam dois executivos das maiores empresas de brinquedos do mundo, Michael Shore, vice-presidente da área que cuida da percepção dos consumidores da Mattel (fabricante de Barbie e Hotwheels), e Robério Esteves, diretor de operações da Lego no Brasil. Qualquer lançamento novo ou reformulação é baseado em pesquisas com crianças e famílias de vários cantos do planeta. As preferências, segundo eles, são observadas e atendidas, não provocadas pelos produtos. “Quando as crianças são bem pequenas, sua identidade de gênero é menos desenvolvida, e passa a despontar a partir dos 3 anos. Entre 8 e 9, as preferências mudam e voltam a ser menos estereotipadas”, diz Michael Shore. E a Lego acaba de lançar a Lego Friends, uma linha dedicada somente às meninas, com cenários em tons de rosa e lilás e profissões como veterinária, escola de design e superstar. “Era uma demanda dos consumidores, identificada em uma pesquisa que durou quatro anos e foi feita com mais de 800 mães e garotas do mundo todo”, afirma Robério. Por outro lado, grupos feministas de vários cantos do mundo criaram uma petição online contra o produto, acusando a empresa de reforçar os estereótipos. Falar em brinquedos hoje é puxar a polêmica: a indústria dita as regras no quarto das crianças ou é o inverso? Por mais que os fabricantes afirmem que seu papel é observar e refletir a sociedade, essa foi uma das discussões centrais da Feira de Brinquedos de Nuremberg de 2011, a maior do mundo, sob a batuta do norte-americano Richard Gottlieb, renomado consultor desse mercado. “A indústria está criativamente e financeiramente presa em um padrão de gênero nos produtos, embalagens e propaganda estabelecidos há mais de 100 anos, pelas primeiras lojas especializadas nos Estados Unidos e pelos fabricantes de brinquedos da Alemanha. Esses homens (e eram todos homens) criaram um modelo que polarizou os brinquedos em estereótipos”, repete Gottlieb em seus discursos e artigos. “As crianças só não brincam de qualquer coisa porque a cultura faz uma intervenção violenta para que, muitas vezes, nem sequer experimentem”, diz Jane Felipe, professora do Departamento de Estudos Especializados da Faculdade de Educação da UFRGS. Diferentes por natureza Você sabia que o cérebro e o corpo de meninos e meninas não se desenvolvem da mesma maneira? Isso poderia explicar algumas das diferenças biológicas entre eles A MATURAÇÃO DO CÉREBRO ACONTECE MAIS CEDO NAS MENINAS principalmente nas áreas que envolvem detalhes e expressão verbal. Já nos meninos, acontece mais tarde e nas regiões das habilidades de visão e espaço, o que poderia explicar por que existem mais homens pilotos de avião e engenheiros. AS DIFERENÇAS BIOLÓGICAS DE MENINOS E MENINAS vão ser definidas geneticamente, onde entra também o papel dos hormônios no desenvolvimento das características sexuais dos indivíduos. Mas a personalidade e o comportamento vão ser definidos, sobretudo, pela interação cérebro-ambiente. OS MENINOS EXPRESSAM SUA FORÇA FÍSICA por meio de lutas e brincadeiras mais duras. E isso começa por volta dos 3 anos, quando meninos e meninas passam a brincar em grupos separados, já que elas são mais delicadas e eles mais ativos. Uma das razões para essa diferença são os altos níveis de testosterona a que eles são expostos desde a gravidez. Mais uma vez, claro, os estímulos durante a vida vão dizer se ele será mais ou menos agressivo. NO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM, a testosterona também tem seu papel. Uma pesquisa australiana mostrou que os meninos com altos níveis do hormônio tiveram até três vezes mais chances de apresentar atraso na fala. Já as meninas, mesmo com níveis altos de testosterona, têm risco menor para o retardo. Futuro mais equilibrado Esteve no topo da lista do The New York Times ano passado o livro Cinderella Ate My Daughter (algo como Cinderela Engoliu Minha Filha, sem previsão para o Brasil), escrito pela jornalista americana Peggy Orenstein, sobre a filha Daisy, 5 anos, ser “massacrada” pelo mundo das princesas. Suas angústias fizeram coro a centenas de famílias. “Elas estão aprendendo que não devem ser as mais espertas, as mais inteligentes. E sim a mais fada de todas”, diz no livro, referindo-se à exigência de que as meninas sejam sempre delicadas e encantadoras. Ela conta que uma professora da Creighton University descobriu que metade dos meninos entre 5 e 13 anos, quando são conduzidos sozinhos a uma sala e ouvem que podem brincar do que quiser, escolhem tanto os brinquedos “de menina” quanto os “de menino”. Mas desde que acreditem que ninguém saiba. Especialmente o pai. E o que é mesmo mais aceito: uma menina gostar de jogar bola, subir em árvores e brincar com carros, ou um menino usar avental e fazer comidinha para as bonecas? Isso é um reflexo de séculos de preconceito em que tudo que está ligado ao feminino é inferior. Assim, como o masculino sempre foi mais valorizado, tudo bem se a menina estiver no universo “oposto”. As mulheres fizeram sua revolução a partir dos anos 60, conquistaram espaços antes só dominados pelos homens, que assistiram a tudo passivos. Agora, o desafio dos novos casais é encontrar o ponto de equilíbrio entre as funções de cada um. De todos os conflitos, dividir as tarefas domésticas é o mais simbólico deles. Um estudo revelou que na Inglaterra existem dez vezes mais pais que ficam em casa hoje do que há dez anos. Mas nem todos comemoram: um em cada cinco diz que ficar em casa cuidando dos filhos faz com que eles se sintam “menos homens”. Isso porque a diferenciação da exigência para meninos e meninas ainda é forte e começa cedo, segundo a pedagoga Edileide Castro, autora de Afetividade e Limites (Ed. Wak). “Ainda hoje prevalece aquela ideia de que a mulher seria responsável pela casa, mas na realidade temos muitos rapazes morando sozinhos e precisando de habilidades que lhe faltaram na infância”, afirma. E, sabemos, homens casados também têm essa cobrança. Na família do administrador de empresas Eramir Fernandes Junior, os estereótipos não tiveram muito espaço na criação dos filhos Talmai e Eramir. “Procurei educar os dois como pessoas equilibradas e não da menina frágil e do menino durão.” Parece ter dado resultado. A neta, Clara, ainda com 1 ano e 10 meses, já tem roupa de caveira e uniforme do time da casa. Isso porque a mãe dela quer dar o mesmo tipo de referência que recebeu. “Os exemplos dos pais farão nossos filhos tender para um jeito ou outro”, diz. E qual deveria ser, então, o foco de uma educação? Criar filhos melhores para o mundo. É esse o desejo do advogado Jefferson Xavier, pai de Ana Beatriz, 4 anos, e Maria Luiza, 1. A mais velha fez parte de uma classe na escola com meninos em sua maioria e diversificou nas brincadeiras: adora boneca e tem sonhos de princesa, mas corre e brinca de luta. “Queremos que elas se relacionem sempre de maneira respeitosa, sem preconceitos”, diz o pai. É um ciclo do bem: para vivermos em um mundo em que homens e mulheres tenham as mesmas experiências e cresçam juntos, temos que dar o primeiro passo, e criá-los respeitando suas características. O que eu faço? Neste tema, muitas vezes há situações difíceis de decidir como agir. Veja aqui três grandes dúvidas Na classe da minha filha tem dez meninos e uma menina apenas. Devo pedir para mudar de classe ou até trocar de escola? A escola deve estar atenta a essas desigualdades, pois é muito importante equilibrar meninos e meninas, para forçar que a menina tenha presença diante dos meninos. Ela deve pensar em atividades que interessem a meninos e meninas, o que será bom até para eles. A diversidade agrega repertório para o aluno, evita futuros preconceitos e até facilita o aprendizado. Como faço para estimular desde cedo a sensibilidade do meu filho, já que isso é tão valorizado no mercado de trabalho hoje? O ideal é que a gente não pense que a sensibilidade só pode ser atribuída à menina, e é isso que podemos mudar, para que meninos e meninas entrem em contato com seus sentimentos. Embalar a boneca e brincar de ser o pai da família, faz com que ele aprenda a ser afetuoso. Tem também que deixar ele chorar e falar sobre o que o está incomodando. Ajudam muito as artes, a música, a literatura: tudo para entrar em contato com os processos internos que muitas vezes se atribui ao feminino. No filme Billy Elliot, por exemplo, o menino gostava de balé e o pai o obrigava a lutar boxe. Só que, criado só por homens, ele aprendia a negar qualquer manifestação de sensibilidade e, no fim das contas, era um artista e uma criança adorável. Minha filha é extremamente delicada, mas o mundo é cruel. Como faço para prepará-la para ir atrás do que quer? Continuar sendo delicada, sim, mas também ser esperta. Ela tem que saber que existem pessoas más, situações desagradáveis, e prepará-la para a frustração é importante. Incentive-a ser autossuficiente, estimulando atividades sozinha, independência gradativa, e, o mais importante: a sonhar com projetos próprios. FONTE: REVISTA CRESCER ESTOU DIVULGANDO PORQUE ACREDITO SER MUITO IMPORTANTE ESSA LEITURA. a revista crescer tem materias maravilosas, incluve em seu site, qualquer pessoa tem acesso a essas matérias.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Apego demais faz mal pra você e para seu filho.

Pesquisa norte-americana concluiu que mães superprotetoras têm mais chance de serem deprimidas e estressadas Ter um filho é uma das maiores realizações na vida de uma mulher. São tantos sentimentos novos, que é difícil lidar com tantas descobertas. Fácil mesmo é querer mantê-lo sempre perto, ao alcance dos nossos olhos. E aí que começa o maior desafio de todos: levantar as asas e criar os filhos para o mundo. Apesar de ser um árduo esforço, vale a pena e mais um estudo acaba de reforçar essa relação. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Mary Washington, nos Estados Unidos, concluiu que as mulheres muito controladoras e que têm um apego excessivo com seus filhos têm mais chances de serem deprimidas ou estressadas. Para chegar a esse resultado, os pesquisadores analisaram as respostas de 181 mães com filhos de até 5 anos. As entrevistadas que acreditam que a mãe é mais importante que o pai se mostraram menos satisfeitas com suas vidas e aquelas que acham que criar os filhos é um trabalho difícil estavam mais estressadas e deprimidas em relação às demais. Segundo os pesquisadores, os resultados sugerem que o cuidado excessivo com os filhos pode trazer malefícios para a saúde mental da mulher. De acordo com a psicóloga Ana Lúcia Castello, do Hospital Sabará (SP), existem mães que transformam o vínculo com os filhos em apego exagerado. “Quando isso acontece, a mulher costuma achar que mais ninguém é capaz de cuidar da criança, nem o marido. Ela também tem dificuldade para se afastar do filho ou vê-lo crescer e se tornar mais independente", diz. E essa relação pode, sim, trazer consequências para o equilíbrio mental da mãe. “Ela costuma ficar mais deprimida quando sente que está perdendo o controle sobre os filhos. Também se sente muito culpada quando sai para trabalhar”, diz Ana Lúcia. Ou seja, a mulher está sempre angustiada. E as crianças também sofrem com isso. “O prejuízo é para os dois lados. Crianças superprotegidas não conseguem desenvolver seu emocional de forma saudável e costumam ser mais inseguras e birrentas”, afirma. É difícil perceber que algo está errado sozinha, mas ouvir o que o marido e a família têm a dizer sobre o seu comportamento é fundamental. E buscar ajuda vai ser importante para você e todos da casa. “A maioria das mães que procura tratamento consegue superar a insegurança”, diz a psicóloga. Aos poucos, você vai perceber que a sua relação com seu filho é muito mais forte do que você pode imaginar. Afinal, são nas sutilezas do dia a dia ao lado dele, em cada conversa, a cada exemplo, a cada descoberta, que o vínculo com seu filho se fortalece. E isso estará sempre com ele - perto ou longe de você. Matéria retirada da revista CRESCER.

sábado, 24 de março de 2012

Manias - Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) em crianças

Crianças são cheias de manias. Você bem sabe disso. Só que essa característica também está ligada a quem tem o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Para diferenciar o que é próprio da fase do seu filho ou um problema é preciso observar a frequência em que essas manias acontecem. Ou seja, quando a criança simplesmente não consegue deixar de fazê-las e sofre com isso. Mas lembre-se: só um especialista pode dar o diagnóstico. Nem tudo é TOC. Para entender melhor sobre o transtorno, CRESCER conversou com a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, que recém-lançou Mentes e Manias (Ed. Fontanar/Objetiva R$ 34,90). Na obra, ela dedica um capítulo inteiro para falar do TOC na infância. CRESCER – O TOC tem idade para começar? Ana Beatriz Barbosa Silva – Geralmente, começa na adolescência, mas pode aparecer na infância também, entre 6 e 8 anos, em média. Essa é justamente a fase em que a criança começa a ser ver como indivíduo e parte de uma sociedade. Até então, ela achava que era uma extensão dos outros ao seu redor. E para esse amadurecimento natural é comum que ela adote certos rituais e apresente pensamentos obsessivos. Por exemplo: as crianças costumam temer muito a morte da mãe, então, elas coçam o nariz três vezes para protegê-la, ou só andam nas pedrinhas brancas quando estão na rua. Essas pequenas manias fazem parte do crescimento. O problema está quando, junto com elas, vem um alto nível de ansiedade - e o que era só esporádico vira rotineiro e passa a atrapalhar a socialização -, como aquela criança que não consegue ir para a casa de um amigo porque tem medo de deixar a mãe sozinha e algo de ruim acontecer com ela. CRESCER – Como diferenciar manias de TOC? A.B.B.S. – O TOC traz sofrimento. A criança não consegue deixar de repetir aquele ritual, e isso compromete a sua vida na escola, com a família, os amigos. É importante prestar atenção no seu filho e ver se aquelas manias típicas da infância não ultrapassam a linha do que é saudável ou não. Uma criança que tem pavor de se sujar, e precisa trocar de roupa imediatamente, e aquela que arruma o quarto de um modo que, se alguém mexer, ela se tornará explosiva, são casos que merecem atenção. Outro exemplo são aquelas que não admitem um erro: se escrevem uma palavra com a grafia incorreta, não são capazes de passar a borracha no caderno, arrancam a folha e começam tudo de novo. Mexer sistematicamente em machucados, arrancar as casquinhas ou fios de cabelo e pêlos da sobrancelha. Tudo isso pode ser indício de TOC. Mas essas coisas têm de envolver sofrimento, porque as crianças simplesmente não conseguem não fazer. CRESCER – O TOC em crianças acontece da mesma forma que nos adultos? A.B.B.S. – Nas crianças há o agravante de que elas ainda vivem em um mundo permeado por fantasia. Isso quer dizer que elas realmente acreditam que, se não ficarem o dia todo monitorando a mãe pelo celular, ela poderá morrer. O adulto, por outro lado, tem consciência de que os seus rituais não são lógicos, apesar de ambos não conseguirem controlá-los. Até por isso é mais fácil o diagnóstico nas crianças. Por mais que elas não falem abertamente sobre a questão, elas dão muito mais indícios. Já os adultos se sentem constrangidos e geralmente escondem o problema. CRECER – Como o transtorno é desencadeado? A.B.B.S. – É preciso ter uma predisposição genética para desenvolver TOC e algum fator que o desencadeie. Nas crianças, pode ser um estresse prolongado (que dure entre 1 e 2 anos), como a separação complicada dos pais, algum parente com uma doença séria, o bullying na escola. Crianças com essa carga genética também serão mais perfeccionistas e extremamente controladoras. Porém, o mais importante não é descobrir o que desencadeou o TOC, mas sim tratá-lo. CRESCER – E como é o tratamento? A.B.B.S. – O TOC é o transtorno que mais mexe com a taxa de serotonina, uma espécie de antidepressivo cerebral. Funciona assim: quanto mais baixo o nível de serotonina, maior a incidência de pensamentos negativos e obsessivos. Então, o primeiro passo é procurar um médico, já que o problema não melhora espontaneamente. O tratamento é medicamentoso e psicoterápico. Remédios para controlar a taxa de serotonina e terapia para expor a criança ao objeto de obsessão ou a situações que antes ela achava catastrófica – o objetivo é que ela perca completamente o medo e bloqueie o ciclo de pensamentos ruins. Por isso, os pais não podem ter preconceito em dar remédio para os filhos. No livro, uma mãe diz em seu depoimento que foi muito difícil a decisão de dar medicamentos psiquiátricos para o seu filho, mas, no fim, ela percebeu que era como se ele tomasse remédios para o coração, por exemplo. Ele teria que conviver com aquilo. Tratar o TOC na infância abre uma possibilidade enorme de que na idade adulta, fase mais crítica, o transtorno fique em um grau mais leve. Fonte: Revista crescer - uma entrevista com a dra. Ana Beatriz - psiquiatra

É normal meu filho ter um amigo imaginário?

De repente, você ouve seu filho conversando sozinho. Quando pergunta com quem ele está falando, a resposta é objetiva: “Com o meu amigo, é claro!” Com o passar dos dias, ele pede para você colocar mais um prato na mesa, guarda um lugar no sofá e até briga com o amigo invisível. Se isso está acontecendo com seu filho, nada de entrar em pânico. O amigo imaginário, também conhecido como invisível, é um velho conhecido do universo infantil. A maioria das crianças entre 2 e 7 anos têm um. Eles fazem parte do desenvolvimento e só trazem benefícios. Pesquisas mostram que os pequenos que têm um amigo imaginário desenvolvem um melhor vocabulário e melhores habilidades narrativas. Enquanto conversa com o seu “amigo secreto”, a criança cria histórias e brincadeiras e ainda ganha uma nova "companhia". Eles são como um ensaio para o convívio real e você deve entrar na brincadeira de seu filho. "Esses seres funcionam como muletas para as crianças entrarem no mundo da realidade. Algumas criam e dão características que gostariam de ter. Outras transferem para o amigo os medos que não conseguem enfrentar", explica a psicopedagoga Maria Irene Maluf, especialista em educação especial. E você pode aproveitar essas “conversas” para conhecer mais seu filho. Aos poucos, a criança vai perceber que é muito mais legal brincar com os amigos de verdade e a despedida acontece sem traumas. Só fique alerta caso ela prefira o amigo imaginário aos reais. Nesse caso, é melhor ouvir a opinião do pediatra. Fonte: Revista crescer on line

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Meu Filho está gaguejando

Meu filho está gaguejando. O que fazer?
Seu filho tropica para falar uma palavra, gagueja. Os pais, no intuito de ajudar a criança a tirar esse "nó", geralmente soltam as seguintes frases: "Pare e respire", "Fale devagar", "Respire fundo", "Repita comigo" ou "Pense antes de falar".
Sabia que essa "ajuda" dos pais pode simplesmente piorar o caso? Pois é. Crianças de até quatro anos podem "gaguejar" sem que isso seja uma alteração na fala.
Essas recomendações dos pais podem soar como broncas, pressionando o pequeno, podendo deixar ainda mais aflito, motivo que dificultará ainda mais no processamento harmônico da palavra.
"Quando a criança está no processo de desenvolvimento da fala e linguagem pode acontecer a disfluência fisiológica, isto é, a gagueira que é natural desse período" explica a fonoaudióloga Jamile Elias. Acontece normalmente por volta dos três ou quatro anos e pode durar até oito meses, desaparecendo naturalmente.
Os sistemas neurológico, respiratório, fonatório e articulatório da criança ainda estão imaturos, não funcionando harmoniosamente, podendo ocasionar as disfluências (gagueiras). Apresenta-se em graus variados nas crianças e pode ser agravada a outros fatores.
Jamile Elias conta que o nervosismo e a ansiedade são fatores que podem aumentar a disfluência.
"Todos já gaguejamos quando tivemos que falar em público, ao falar uma palavra desconhecida e difícil, quando temos que falar com algum superior. Nas crianças, o nervosismo pode aparecer com o nascimento do irmãozinho, separação dos pais ou início na escolinha", acrescenta a profissional.
Gagueira "hereditária" - A disfluência fisiológica pode se tornar patológica dependendo de fatores hereditários, genéticos e ambientais. Uma criança que tem história na família de gagueira tem maiores riscos de apresentar uma disfluência patológica.
Exagero dos pais - Quando a família exige um perfeccionismo em tudo o que a criança fala, se cria um nível de tensão. Isso pode desencadear uma disfluência. Neste caso, a criança tem a percepção de que não fala bem e ao tentar falar "direito" como os pais (falando devagar e pensando no que vai falar), o pequeno fica tenso e nervoso, agravando sua disfluência.
Claro que cada caso é um caso e uma avaliação fonoaudiológica deve ser realizada para verificar se ocorre realmente uma disfluência fisiológica ou patológica, mas algumas orientações são importantes. As dicas são feitas pela fonoaudióloga Jamile Elias.
Dicas
Não dizer para a criança falar devagar ou respirar fundo. Isso é um começo para que a criança não se sinta um mal falante e fique tensa na hora de falar.
Não termine a frase pela criança. Se a mamãe ou papai já sabem o que a criança quer, para quê que ela vai continuar falando?
Escute com muita paciência e sem demonstrar impaciência com a fala do seu filho que apresenta disfluência (gagueira).
Faça da hora da comunicação um período de prazer. Cante, conte histórias e brinque com a criança.
Valorize o que a criança tem a dizer e não o como ela diz. A criança se sente "fortalecida" quando consegue passar sua idéia, não necessariamente construindo perfeitamente a frase. Ela se sentirá estimulada.
FONTE : Bruno Rodrigues

Estresse Infantil

Estresse infantil
Num mundo tão agitado e concorrido, parece que a infância não tem mais lugar. É tanto o desejo de que os filhos cresçam rápido, aprendam mais rápido ainda, que as despreocupações infantis deram lugar à imediata ocupação de tempo com coisas que não deveriam fazer parte de seu universo.

Pais até fazem agenda para que não se percam com tantos afazeres e os mais diversos. A pressão é intensa sobre os pequenos ombros: tem que ser o primeiro da classe e obter sucesso em todas as atividades em que foram inscritos. Tudo muito precoce. As crianças se veem numa corrida contra o tempo como se isso pudesse garantir um futuro bem sucedido ou promissor.
E como são dependentes de seus pais, física e emocionalmente, preocupam-se em atender a todas as expectativas para não desapontá-los e perder o amor deles. Com isso, as necessidades infantis são postas de lado para que assumam o que lhes foi imposto.
Mas há um preço a se pagar pelo caminho que se decidiu seguir e, obviamente, será cobrado mais tarde e, muitas vezes, mais cedo do que se espera.
É o estresse infantil, que gera uma tensão tão extrema, insuportável mesmo, acompanhada de reações orgânicas como excesso de ansiedade junto com taquicardia, vômitos, diarreias, dores, agressividade, perda de ou sono agitado, doenças respiratórias, enfim. A criança sente como se sua segurança estivesse ameaçada. E de fato está.
Além do estresse infantil poder originar-se das altas cobranças, principalmente aquelas em que a criança ainda não se sente capaz de atingir o fim desejado e esperado, pode, inclusive, originar-se por brigas familiares e separações, abusos e violências contra ela, mudanças de vida, de casa, de escola e outras tantas, quando não foi bem preparada para poder compreender e aceitar o que vai perder. Não se pode esquecer que toda mudança envolve perdas e ganhos.
São muitos os eventos que podem provocar o estresse infantil, por isso é fundamental que os pais acompanhem seus filhos de perto, fiquem atentos a cada mudança de humor, de comportamento e mesmo de saúde sem motivo aparente, pois pode ser sinal de estresse.
Cada criança é única e o limite de tolerância e o ritmo de aprendizagem são diferentes para cada uma e deveriam ser respeitados.
Na verdade, o que ela deseja é brincar e desfrutar a infância a que tem direito. É muito triste ouvir um adulto dizer que muito cedo teve que assumir responsabilidades, que não teve infância por não ter sido permitido ou por não ter tido outra opção.
Não se pode pular uma fase de vida, pois mais tarde ela retorna. São os adultos infantilizados, que se "esqueceram" de crescer ou crianças atuando como se fossem adultos, tomando decisões que deveriam, via de regra, serem tomadas por adultos.
A criança aprende brincando sozinha ou com seus pares, como também só observando, pois é através da imitação que se dá a maior aprendizagem infantil.
Cabe aos adultos responsáveis refletirem profundamente se não estão ocupando o tempo livre de seus filhos para se verem livres deles e poderem, eles mesmos, desfrutarem seu próprio tempo livre sem preocupação ou interrupção.
Fonte: Dra. Ana Maria Morateli da Silva Rico
Psicóloga Clínica

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Depressão infantil: o pensamento positivo pode ajudar

Que depressão não é coisa exclusiva de adultos você já sabe, mas dados da Organização Mundial de Saúde apontam que cerca de 20% das crianças com até 12 anos apresentam sintomas da doença. As proporções são alarmantes
Aa partir do momento em que a criança aprende técnicas de pensar positivamente, ela se mostra muito mais forte perante futuros problemas psicológicos. “Estudos mostram que se são dadas às crianças ferramentas necessárias para ajudar a criar um poder de recuperação e de resistência elas conseguem evitar maiores problemas na vida adulta”, diz Stallard.

“Na terapia cognitiva para crianças e adolescentes, as técnicas utilizadas servem para desafios de pensamentos distorcidos e ajudam na flexibilidade das decisões”, aponta Êdela Nicoletti, presidente da ABPC. A especialista afirma a eficácia desse tipo de tratamento, mas alerta que as coisas não são tão simples assim. Pensamento positivo ajuda, mas é necessário ser guiado por um profissional competente.

Crianças também ficam ansiosas

Você é ansioso? Saiba que as crianças também apresentam sinais do distúrbio quando algo as incomoda. A ansiedade está muito associada ao tempo: é quando a projeção mental no futuro é mais forte do que no presente. Esse é um comportamento que pode ser aprendido, mas hoje há estudos que mostram que os genes também podem ter o seu papel nesse quadro. Uma pesquisa realizada por cientistas na Alemanha e nos Estados Unidos mostrou que pessoas com variações do gene que regula o neurotransmissor dopamina, o COMT, possuem mais chance de desenvolver distúrbios de ansiedade.

Mas a genética é apenas um dos diversos fatores que contribuem para a ansiedade. A questão ambiental, como o convívio em casa com a família, exerce uma função importante no comportamento da criança.
Os recém-nascidos já podem aprender e desenvolver alterações de ansiedade por influência da mãe. Até os 7 anos, a criança está em um nível de desenvolvimento primitivo, e a família é o alicerce para os seus valores. Se no dia-a-dia, ela presencia briga dos pais, preocupação excessiva deles com trabalho, por exemplo, é provável que fique insegura e ansiosa também.
Como identificar a ansiedade na criança
A criança ansiosa não se concentra no momento atual, até os 6 anos, a insegurança é a principal característica. Ela tem medo de tudo e dificuldades em passar as etapas do seu desenvolvimento, como largar as fraldas ou a chupeta.

Em idade escolar, o desempenho nos estudos pode ser prejudicado, por não conseguir acompanhar as explicações do professor. Quando está brincando, ela pode atropelar a colega. Se o jogo é de tabuleiro, por exemplo, ela quer jogar a todo o momento e não sabe esperar sua vez. Se for menor, e o brinquedo é de encaixar, pode não conseguir realizar a atividade da maneira que gostaria.

É claro que, se o seu filho está em época de provas, esperando por uma viagem ou festa de aniversário, ele vai ficar ansioso, mas são situações que não trarão danos para a sua vida. Vale o bom senso dos pais para observar a criança. O problema é quando o sono, a alimentação, o desenvolvimento educacional e social da criança são afetados.

Como os pais podem ajudar os filhos
- Ensine seu filho a respirar bem devagar, para que ele se acalme;
- Ao contar uma história, se perceber que ele está disperso, chame-o com carinho e o envolva novamente no enredo;
- Converse com seu filho. Se perceber uma mudança no comportamento, ajude-o a se expressar, a nomear o que está sentindo;
- Ofereça saídas práticas. Se estiver muito ansioso por causa de um evento, ajude-o a se distrair, sem fazer comentários sobre seu comportamento. Se estiver comendo muito rápido, peça que acompanhe o seu ritmo; - Proponha atividades físicas. Elas relaxam e colocam a criança no presente.
Se perceber que a rotina e o desenvolvimento da criança estão prejudicados por conta da ansiedade, procure ajuda de um profissional.
Fonte: Revista crescer

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Criança mimada denuncia preguiça dos pais


Falta de educação surge porque os adultos deixam de impor limites
Você já deve ter visto ou vivenciado a seguinte cena: no supermercado, uma criança se debate no chão, chora, berra, enquanto a mãe, em geral, costuma ficar bastante envergonhada com todos os olhares que se voltam para ela e para aquele pequeno ser tão sonoro, cuja vontade não foi prontamente atendida. O comportamento é típico de filhos mimados, encarados como um problemão. Mas como fazer para evitá-los? Boa parte da origem - e da solução - está nas mãos dos próprios pais.
O fato de um pai, uma mãe (ou ambos) mimar os filhos passa por diversos fatores e vai desde a superproteção até uma certa negligência. "Em vez de impor os limites e gastar energia discutindo com a criança, a saída mais fácil é atender seus desejos", diz a psicóloga Patrícia Spada, da Universidade Federal de São Paulo(Unifesp).
Outras questões que resultam na criança mimada incluem: a mãe com um alto nível de ansiedade, ou seja, com medo de que aconteça algo muito ruim para o filho; pais que demoraram muito para engravidar, e quando vem o bebê ele é tratado como um bibelô (algo frágil, que corre o risco de quebrar a qualquer instante) e a rivalidade entre o casal, levando-os a disputar o amor do filho mimando-o. O que também pesa é a imaturidade dos adultos por achar que uma criança bem amada é aquela que vai ter tudo que os pais não tiveram e um pouco mais, entre outros motivos.
Os efeitos do mimo

O mimo é a não colocação de limites claros e passar a atender a todos os desejos do filho, antecipar-se para que ele não se frustre, protegê-lo dos sofrimentos naturais e inerentes à vida. "São atitudes familiares que podem induzir a criança a ter um comportamento de risco não só na adolescência, mas ainda quando for uma criança maior", alerta a psicóloga Patrícia Spada.
Pais de filhos mimados tendem a ser super indulgentes e procuram até adivinhar qual deverá ser o próximo desejo da criança. Quando crescer, as chances dessa criança em não respeitar regras são enormes. Afinal de contas, ela foi criada como uma pequena "dona do mundo" - tudo que deseja ela tem, tudo que quer ela consegue.
"No futuro, eles podem desenvolver até um comportamento delinquente, quando muitas vezes se tornam líderes do grupo (pois foram tratados como autoridade ou realeza a vida toda), maltratando, prejudicando ou, no mínimo, desprezando os outros que não concordam com seu jeito de pensar e agir", ressalta Patrícia.
A Influência começa cedo
Desde o seu nascimento, o bebê está suscetível ao temperamento, às vivências positivas e negativas dos pais, aos modelos afetivos que eles tiveram, entre outros fatores que irão, certamente, influenciar e interferir no relacionamento pais e filhos.
Algumas atitudes dos pais podem, de fato, atrapalhar o desenvolvimento global adequado do filho, tais como: superproteção ou quando o contato com o filho é mantido de modo intenso e contínuo, seja dormindo com eles, amamenta-os durante bem mais tempo do que o recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (é essencial até o sexto mês de vida) e, principalmente, limitando o contato da criança com outras pessoas, ou com outros bebês.
De acordo com a especialista Patrícia Spada, são hábitos que impedirão o início da percepção do bebê de que o mundo não é somente a mãe ou o pai, mas está repleto de outros interesses - fato que pode deixar os pais bastante ameaçados em relação à perda do afeto do filho.
Outra atitude dos pais, frequentemente relacionada a abandono, mas disfarçada por comportamentos de total liberação, é a super permissividade, que consiste em fazer tudo o que o filho deseja, sem nunca colocar limites e nem posicioná-lo, explicando motivos de não poder fazer determinada coisa.
"No caso de bebês, uma situação que demonstra isto é quando os pais se adiantam aos desejos do filho, e prontamente tentam satisfazê-lo, não raramente, em relação à alimentação. Assim, a criança chora ou faz menção de reclamar e os pais, imediatamente, lhe dão comida, sem nem lhe dar a chance de perceber e sentir se está mesmo com fome ou não e conhecer seu ponto de saciedade", alerta Patrícia.
O poder do "Não"

é por volta dos dois anos de idade que a criança aprende a falar "Não". é uma descoberta natural, mas que por desconhecimento, os pais a enfrentam com receio de perder a autoridade e gera-se um círculo vicioso: a criança tenta se apossar de seus desejos e palavras recém-descobertas a fim de desenvolver seu mundo mental próprio ou sua identidade e, do outro lado, os pais temerosos não aceitam e muito menos compreendem esta fase e preferem eles dizer o "Não" a ficarem com a palavra final. é aí que começam os ataques dos pequenos. "A criança passa a ter verdadeiros ataques coléricos para se afirmar, cujo limite para a birra é uma tênue e frágil linha", acrescenta a especialista da Unifesp.
A idade crítica

Quando os pais não têm suas próprias questões emocionais bem elaboradas, é mais fácil que elas se confundam com as emoções do filho e, dessa forma, projetem nele seus desejos não realizados e suas frustrações. Por essa ótica, toda e qualquer idade é uma idade de risco para deseducar os filhos. "Cada uma das fases da vida exige dos pais atitudes firmes, afetuosas, e limites bem colocados evitando - ao máximo futuros transtornos de comportamento", alerta Spada.
O comportamento dos pais de não imporem limites para se livrarem do problema é uma situação mais comum do que se pensa. Em geral, os pais permitem que o filho faça tudo o que quiser com a condição de não incomodá-los. "é o que chamamos de superpermissividade e uma das consequências é a indisciplina da criança , diz a especialista.
Tem cura!

A reeducação sempre é possível, contanto que os pais realmente a desejem e estejam dispostos a arcar com as consequencias inevitáveis em função da mudança de atitudes, bem como com a resistência do filho em perder o trono (falso e prejudicial) no qual sempre viveu.
Geralmente, a escola chama os pais para orientá-los a procurar ajuda profissional, pois é no ambiente social do filho onde aparecem os desvios de conduta com mais frequencia. Outras vezes, os próprios pais percebem que tudo já está fora de controle e nem eles mesmos conseguem suportar mais tal situação. E é neste momento de coragem que podem procurar um profissional da área de psicologia para ajudar a criança a se desenvolver e aproveitar todas as suas potencialidades.
Confira abaixo as dicas da especialista Patrícia Spada para evitar a criança mimada em casa:
Quando a criança não aceita comer o que há na mesa e faz birra Resorver isto parte de uma boa comunicação da criança com os pais. O problema é que os lados não estão falando a mesma linguagem e, geralmente, há grande manipulação por parte da criança.
Há, de fato, o risco de a criança ficar sem comer, enfraquecida, vir a adoecer, e ela sente e percebe a insegurança e receio da mãe quanto a isso. Se a mãe não conseguir traduzir este clima emocional, será uma guerra de foice, pois ambos tenderão a mostrar ao outro quem é o mais forte e, é claro, a criança poderá estar em situação de risco.
Nestes casos, é indicado que a mãe converse muito com a criança, respeite-a em seu gosto alimentar, faça junto com ela alguns cardápios e insista, sem forçar, para que o filho experimente a comida, mas tenha a liberdade de escolher o que quer comer, mas contanto que coma algum dos ingredientes servidos.
Com o tempo, ele se sentindo respeitado como pessoa, sem ser forçado, sem sofrer violência (física ou psicológica), vai querer comer e passará a aceitar mais facilmente, em combinação com a mãe, o que quer que seja feito para se alimentarem.
Para que os filhos saibam reconhecer o valor material e o esforço dos pais para conquistá-las
Conversar sempre demonstrando sem cobrança o quanto é necessário para um adulto se esforçar para ter dinheiro; - Ajudar o filho a administrar sua mesada ( se a receber), deixando-o decidir pela forma que quer usá-la, mas também arcando com as consequências - quando a criança gastar tudo o que tiver. O adequado será que ela possa esperar e juntar o dinheiro todo novamente, aprendendo a esperar, a lidar com a frustração e reconhecer o amor dos pais por ele. - Não é saudável dar presentes para o filho o tempo todo.
é preciso que ele saiba a importância da economia regrada (e não exagerada), bem como a importância de os pais lhe pedirem opiniões sobre o que ele pensa que poderia ajudar para melhorar o orçamento da família.
Para que os filhos entendam o valor das amizades e a importância de compartilhar
Este é um valor que certamente começa em casa. Não é a mãe obrigando o filho a emprestar seu brinquedo favorito para o amiguinho que desenvolverá nele o sentimento de solidariedade ou de partilha. é natural que as crianças passem pela fase de não querer dividir nada do que é seu com nenhum amigo e, neste caso, é importante que a mãe e o pai respeitem e compreendam a posição e a emoção de seu filho e deixem que ele aprenda a lidar com as consequências de sua atitude.
Se os adultos estiverem emocionalmente bem, tranquilos e confiantes na educação que estão dando à criança, tudo não passará de mais uma fase conturbada e turbulenta, que quando acompanhada de perto pelos responsáveis pela criança, tende a se acalmar com o tempo.

Para evitar os ataques de choro e crises dos pequenos quando algo não sai como eles querem
Muitas vezes os ataques de choro e as crises não devem ser evitadas, justamente pela importância que a elas compete. Nenhum ser humano consegue tudo que quer na hora que quer e quando os pequenos percebem que eles também não são poderosos, - pois não só as coisas não são como querem como também não conseguem com que os pais atendam a seus desejos incondicionalmente - é o momento ideal para que devagar possam ir entrando em contato com a realidade e elaborar este sentimento de onipotência , tão natural e esperado nos filhos. é interessante salientar que, em geral, as crises de choro e de birra, muitas vezes, mais deixam os pais envergonhados - pela possível opinião dos outros (que nem se quer os conhece) de que não são bons pais, do que preocupados com a saúde emocional e mental ou desenvolvimento saudável do filho.

Acabe agora com a ansiedade

Aprenda a domar seu pensamento e vença a indecisão



Evite sofrer precipitadamente e acabe com a ansiedade
é fundamental a disciplina mental para um bom resultado na realização dos objetivos de vida. às vezes, temos dúvidas sobre qual caminho seguir. Isso faz parte da vida. Mas quando essas dificuldades acontecem em excesso, começa o problema. De modo geral, as pessoas não são treinadas adequadamente para controlar seus pensamentos de forma eficaz. E isso gera diversas conseqüências.
Em que você está pensando? Lembre-se que certamente você está pondo sua energia e atenção nisso. E, quanto mais direcionar suas energias para o seu pensar, mais ?treinado? você estará sobre esse assunto. Por isso, faça uma avaliação honesta sobre você. Se seu pensamento for bom, mantenha-o, se a resposta for negativa, será necessário corrigir isso com bastante urgência. Se há um problema, uma dificuldade a ser resolvida, devemos buscar o pensar para achar solução.
Mas, às vezes, as pessoas se perdem nas opções negativas e focam a atenção no lado ruim, no que mais temem que possa acontecer, ao invés de selecionarem possibilidades reais saudáveis de como evitar o sofrimento desnecessário. Assim, passam o dia pensando na dificuldade, no que ainda nem aconteceu e muitas vezes não vai acontecer, mas isso por si só já é bem desgastante e negativo.
O pensar fica "sem foco", sem um objetivo maior e saudável. Desse jeito a solução não vem e isso gera muita ansiedade, desgaste e mais problemas. O ideal é direcionar o pensamento com foco na solução. Leia com muita atenção as próximas perguntas. Dê um tempo à você e responda antes de prosseguir sua leitura. Você tem a solução? Quem tem? é questão de tempo ou de ação? Como as outras pessoas fazem para resolver esse tipo de dificuldade? Quem você conhece que já viveu isso? Como pode aprender com quem já sabe? O que de pior pode acontecer? Partindo do pior, o que você pode fazer para minimizar? Imagine-se daqui 10 anos.
Essas mesmas questões lhe parecem importantes? Como agir diferente? Não "reinvente a roda", busque conhecimento no lugar certo. Ter dúvidas sobre o que fazer é normal, mas ficar indeciso é muito desgastante. Busque novas possibilidades. Se fizer sempre as mesmas coisas, terá sempre os mesmos resultados.
Existem técnicas que auxiliam no processo de aprendizagem para dominar seus pensamentos e com isso ter o sucesso desejado. São sessões de hipnose Ericksoniana, de Coaching de vida, de programação Neurolinguistica e a atualização da programação Neurolinguistica (novo código), que são compostas de exercícios e técnicas especificas que auxiliam no auto-conhecimento e vão muito além de informações básicas.
O processo busca a melhora de tomada de decisão, ação e comportamento. Desenvolve-se excelência do que se busca e com isso o cliente encontra o sucesso que busca. 
Fonte: UOL